Um gestor de site mantém um website a funcionar, atualizado e a gerar contactos. Para o site de uma pequena empresa, isso corresponde a duas a quatro horas por mês — e a maior parte dessas horas não é trabalho técnico, é conteúdo e verificação.
A confusão à volta deste cargo tem uma razão concreta: em Portugal, três funções diferentes são chamadas pelo mesmo nome. Perceber qual delas precisa é o que separa um orçamento de manutenção de 30 € por mês de um de 500 €.
As três funções que se chamam "gestor de site"
Um gestor de site é a pessoa responsável por manter um website operacional, seguro e atualizado, e por melhorá-lo ao longo do tempo em função dos resultados que o negócio precisa de obter.
Na prática, essa descrição cobre três perfis distintos, e quase todos os mal-entendidos vêm de se pedir um e esperar outro.
O gestor de conteúdos atualiza textos, publica artigos, troca fotografias, acrescenta serviços e mantém a informação verdadeira. Não precisa de saber programar. É a função que uma pessoa dentro da empresa pode assumir com formação de uma tarde, e é também a que mais frequentemente fica por fazer.
O responsável técnico, por vezes ainda chamado webmaster, trata de atualizações de segurança, cópias, alojamento, domínios, correções e desempenho. É trabalho que não se vê e que só dá nas vistas quando falha. Não pode ficar do lado de quem não sabe fazê-lo.
O gestor de presença digital analisa dados, decide que páginas criar, trabalha posicionamento e conversão, e propõe o que mudar com base no que os números mostram. É o perfil mais caro e o único que faz o site crescer, em vez de apenas o manter vivo.
Um negócio pequeno raramente precisa dos três. Precisa do segundo sempre, do primeiro com regularidade, e do terceiro quando o site já é um canal de aquisição a sério.
O que faz, por frequência
A gestão de um site não é uma lista de tarefas, é um calendário. Organizado por frequência, o trabalho fica visível:
| Frequência | Tarefas |
|---|---|
| Contínuo | Cópias de segurança automáticas, monitorização de disponibilidade |
| Mensal | Atualizações de segurança, verificação de formulários, revisão de dados de visitas |
| Trimestral | Ligações partidas, velocidade, conteúdos desatualizados, novas páginas |
| Anual | Renovação de domínio e alojamento, revisão de textos, políticas legais |
A verificação mensal dos formulários merece destaque, porque é a tarefa mais desprezada e a mais cara quando falha. Um formulário que deixa de entregar mensagens não dá sinal nenhum: o site parece bem e os contactos simplesmente param de chegar. É normal passarem meses até alguém perceber, e nesse intervalo perdeu-se todo o negócio que teria entrado.
As atualizações de segurança são a parte que não pode ficar por fazer. Um site sem manutenção não avaria de um dia para o outro — degrada-se, os componentes ficam desatualizados e as vulnerabilidades acumulam-se em silêncio. O guia sobre como fazer um site seguro cobre o que isto envolve em concreto.
Quantas horas dá isto, na prática
Um site institucional de uma pequena empresa, sem loja online, ocupa tipicamente duas a quatro horas por mês. Um site com blog ativo e várias páginas de serviço sobe para seis a dez. Uma loja online é outra escala, porque produtos, encomendas e pagamentos geram trabalho contínuo.
Vale a pena olhar para essa repartição, porque contraria o que se espera: a maior parte do tempo vai para conteúdo e verificação, não para trabalho técnico. As atualizações de segurança e as cópias são hoje largamente automatizáveis. Escrever uma página de serviço nova, rever textos que já não correspondem ao que a empresa faz, ou perceber porque é que uma página com visitas não gera contactos — isso não se automatiza.
É também a razão pela qual dividir a função funciona bem: alguém dentro da empresa trata dos conteúdos, porque conhece o negócio, e a parte técnica fica com quem a sabe fazer.
Interno, freelancer ou a empresa que fez o site
Três caminhos, com trocas diferentes.
Interno funciona para a parte de conteúdos e não funciona para a parte técnica, a não ser que exista mesmo alguém com esse perfil. O risco habitual é atribuir a gestão do site a quem já tem outras funções: fica sempre para a semana seguinte, e ao fim de um ano o site está parado.
Freelancer é flexível e normalmente mais barato, e concentra o risco numa pessoa. Se ficar indisponível, é preciso alguém que consiga entrar num site que não construiu — e é por isso que a documentação dos acessos importa mais do que parece.
A empresa que construiu o site conhece a base e resolve problemas mais depressa, sem tempo de diagnóstico. A desvantagem é a dependência, e mitiga-se de uma forma simples: garantir que o domínio, os acessos e os ficheiros estão em nome do negócio, e não do fornecedor. Isso deve ser verdade em qualquer cenário, e é a única pergunta desta secção que não é negociável.
Precisa mesmo de um gestor de site?
Nem todos os negócios precisam. Vale a pena responder a três perguntas antes de contratar.
O site gera contactos ou vendas que interessam ao negócio? Se sim, o custo de estar em baixo ou de ter um formulário partido justifica sozinho a manutenção. Alguém dentro da empresa tem tempo, real e não teórico, para o manter? E o site tem funcionalidades que dependem de atualizações regulares?
Se a resposta às três for não — um site simples de apresentação, sem formulários críticos, numa plataforma que se atualiza sozinha — pode viver bem com verificações trimestrais e uma revisão anual. Nesse caso, o dinheiro rende mais aplicado nas ações do guia sobre o que fazer depois de se ter um site do que num contrato mensal.
Se o site é o principal canal de contacto do negócio, a pergunta inverte-se: não é se pode pagar a gestão, é se pode arriscar não a ter.
Como funciona na Fazum
Fazemos a parte técnica e ajudamos na de conteúdos, com o âmbito ajustado ao que cada negócio precisa mesmo — e dizemos com franqueza quando alguém não precisa de um contrato mensal, porque um cliente com um plano que não usa acaba por o cancelar de qualquer forma.
O ponto de partida é uma avaliação sem custo: verificamos o estado do site contra os critérios do guia sobre o que faz um site de qualidade e dizemos-lhe o que precisa de atenção agora e o que pode esperar. O âmbito é construído à volta do orçamento disponível, com condições de pagamento flexíveis.
Fale connosco e respondemos em 24 horas, sem compromisso.
Perguntas frequentes
Um gestor de site precisa de saber programar?
Depende da função. Para gerir conteúdos, não — qualquer sistema de gestão moderno permite editar páginas sem tocar em código. Para a parte técnica, sim, pelo menos o suficiente para diagnosticar erros, gerir alojamento e resolver conflitos entre componentes.
Posso gerir o site da minha empresa sozinho?
A parte de conteúdos, quase sempre, e é a que ninguém faz melhor do que quem conhece o negócio. A parte técnica só se tiver esse perfil ou se estiver numa plataforma que trate disso por si. O erro mais comum não é falta de competência, é falta de tempo: a gestão do site é a tarefa que fica sempre para a semana seguinte.
Qual é a diferença entre manutenção e gestão de site?
Manutenção é manter o site a funcionar: atualizações, cópias, segurança, correções. Gestão inclui isso e acrescenta a parte que faz o site melhorar — conteúdos novos, análise de resultados, alterações às páginas com base no que os dados mostram. A manutenção evita perder; a gestão procura ganhar.
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