Um site de qualidade não é uma questão de gosto. Há sete critérios com valores de referência concretos, e consegue verificar todos no seu próprio site em cerca de vinte minutos, sem ferramentas pagas e sem conhecimentos técnicos.
A maioria dos artigos sobre este tema oferece adjetivos: moderno, rápido, claro, profissional. Nenhum deles se consegue confirmar. Este dá-lhe os números.
Os sete testes, e o que conta como aprovado
Um site de qualidade é um site que carrega depressa, comunica o que faz em segundos, funciona em telemóvel, é legível, permite contactar sem esforço e está estruturado de forma que o Google o consiga ler.
| Teste | Valor de referência | Como verificar |
|---|---|---|
| Velocidade de carregamento | LCP até 2,5 s | PageSpeed Insights |
| Resposta à interação | INP até 200 ms | PageSpeed Insights |
| Estabilidade visual | CLS até 0,1 | PageSpeed Insights |
| Clareza da mensagem | 5 segundos | Perguntar a um estranho |
| Distância até ao contacto | 1 clique | Contar no telemóvel |
| Contraste do texto | 4,5:1 | Verificador de contraste |
| Estrutura para pesquisa | 1 H1 por página | Ver o código da página |
Se falhar dois ou três, está perante correções pontuais. Se falhar cinco ou mais, o problema é a base, e vale a pena ler sobre quanto custa fazer um redesign de um site antes de gastar dinheiro em remendos.
Velocidade: os três números que o Google mede
O Google avalia a experiência de carregamento através de três métricas conhecidas como Core Web Vitals, e publica os limites do que considera bom.
LCP mede quanto tempo demora a aparecer o maior elemento visível da página, normalmente a imagem principal ou o título. Até 2,5 segundos é bom. INP mede quanto tempo a página demora a responder quando alguém clica ou toca; até 200 milissegundos é bom. CLS mede quanto os elementos saltam durante o carregamento — aquela sensação de clicar num sítio e acertar noutro porque a página se mexeu. Até 0,1 é bom.
Corra o PageSpeed Insights sobre a sua página inicial e sobre uma página de serviço, sempre no separador móvel. É a versão que conta, porque é a versão móvel que o Google usa para avaliar e posicionar as páginas.
Uma nota sobre o que costuma estar errado: em nove casos em dez, a causa são imagens. Ficheiros grandes servidos no mesmo tamanho a um computador e a um telemóvel. É também a correção mais barata da lista.
O teste dos cinco segundos
Mostre a sua página inicial a alguém que não conheça o negócio, durante cinco segundos, e feche o portátil. Depois pergunte: o que é que esta empresa faz, e para quem?
Se hesitar, o problema não é o design. É que a página abre com uma frase que podia pertencer a qualquer empresa — "soluções à medida do seu negócio", "excelência ao serviço dos nossos clientes" — em vez de dizer o que faz.
É o teste mais desconfortável dos sete e o mais revelador. Falha em mais de metade dos sites de pequenas empresas portuguesas, e não custa nada a corrigir: são duas linhas de texto.
Telemóvel a sério, e distância até ao contacto
Abra o site no seu telemóvel com dados móveis em vez de Wi-Fi, e faça o percurso de um cliente. Não basta o site abrir; tem de funcionar. Repare se precisou de fazer zoom, se arrastou a página para os lados, se falhou algum botão. Os botões devem ter espaço suficiente para um dedo — cerca de 48 píxeis de lado é a referência habitual — e não devem estar colados uns aos outros.
Depois conte os cliques até conseguir contactar. A partir de qualquer página do site, o telefone ou o formulário deviam estar a um clique. Se estiverem a três, está a perder contactos de pessoas que já estavam decididas.
Se este teste correr mal, a questão passa a ser de custo, e está tratada no guia sobre quanto custa fazer um site responsivo.
Legibilidade e estrutura
O contraste entre o texto e o fundo deve ser de pelo menos 4,5 para 1 no texto corrente — é o critério das normas internacionais de acessibilidade, e há verificadores gratuitos onde basta colar as duas cores. Cinzento-claro sobre branco é bonito num monitor caro num escritório e ilegível num telemóvel ao sol.
Quanto à estrutura, abra o código-fonte da página e procure por <h1>. Deve haver exatamente um por página, e deve conter o assunto real dessa página. Muitos sites têm dois, por o título aparecer duas vezes, ou nenhum. Confirme também que cada página tem um título próprio na aba do navegador, em vez de todas repetirem o nome da empresa, e que as imagens têm texto alternativo.
Estes são os sinais que o Google usa para perceber sobre o que é cada página. Quando faltam, o site não é penalizado — é simplesmente mal compreendido, o que dá no mesmo.
O que não é sinal de qualidade
Vale a pena dizer também o que não conta, porque é onde muito orçamento se perde.
Animações de entrada, carrosséis na página inicial, vídeos de fundo e efeitos de deslocamento não melhoram nenhum dos sete critérios acima, e vários deles pioram a velocidade e a estabilidade. Um carrossel em particular: quase ninguém vê o segundo painel, e o conteúdo que lá se coloca desaparece na prática.
Um site também não é melhor por ser mais recente, nem por ter mais páginas. Três páginas que respondem às perguntas certas superam quinze que não respondem a nenhuma.
Como trabalhamos a qualidade na Fazum
Estes sete critérios são os mesmos que usamos internamente, antes de considerar um projeto terminado. Medimos a velocidade em telemóvel antes e depois, verificamos a estrutura das páginas e testamos o percurso de contacto num telefone real, não num simulador.
Se já tem um site e quer saber onde está, fazemos essa avaliação sem custo: corremos os testes, dizemos-lhe o que encontrámos e indicamos o que se corrige com pouco e o que exige trabalho de fundo. Muitas vezes a conclusão é que bastam três ou quatro correções, e dizemo-lo mesmo quando isso significa um projeto mais pequeno.
Quando há trabalho a fazer, o âmbito é construído à volta do orçamento disponível, com faseamento e condições de pagamento flexíveis. Peça-nos uma avaliação e respondemos em 24 horas.
Depois de os sete testes passarem, o trabalho muda de natureza: passa a ser de conteúdos e de acompanhamento, e está reunido no guia sobre o que fazer depois de se ter um site.
Perguntas frequentes
O meu site falha nos Core Web Vitals. Vou perder posições no Google?
Não diretamente. A experiência de página é um sinal entre muitos, e conteúdo relevante num site lento continua a posicionar-se melhor do que conteúdo fraco num site rápido. O efeito real é outro: quem chega por telemóvel desiste antes de a página abrir, e essa perda acontece independentemente da posição.
Um site bonito é um site de qualidade?
São coisas diferentes. O design contribui para dois dos sete critérios — clareza e legibilidade — e não influencia os outros cinco. Um site premiado pode falhar na velocidade, na estrutura e na facilidade de contacto, e um site visualmente sóbrio pode passar em todos.
Com que frequência devo repetir estes testes?
Duas vezes por ano chega para a maioria dos negócios, e sempre depois de alterações ao site. A velocidade degrada-se sem ninguém dar por isso, normalmente à medida que se vão acrescentando imagens e ferramentas de terceiros ao longo do tempo.
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