Um redesign custa tipicamente entre 60% e 80% do valor de construir o mesmo site de raiz. Para um site institucional em Portugal, isso situa-o entre cerca de 900 € e 3.500 €, consoante o nível de intervenção.
Mas há um segundo custo que não aparece em nenhuma proposta, e que costuma ser maior do que a fatura: o tráfego que perde se a migração for mal feita. Um redesign é a forma mais comum de um negócio destruir posições no Google que levou anos a construir, e é a parte que quase nenhum orçamento menciona.
Resposta rápida: três níveis, três orçamentos
Um redesign é a remodelação de um site que já existe, preservando o que já funciona — conteúdos, posições no Google e endereços de página — enquanto se altera o design, a estrutura ou a base técnica.
Nem todo o redesign é o mesmo trabalho. Estes três níveis cobrem quase todos os projetos:
| Nível | O que muda | Custo, face a um site novo | Prazo típico |
|---|---|---|---|
| Atualização visual | Cores, tipografia, imagens | 20% – 30% | 1 a 2 semanas |
| Redesign parcial | Algumas páginas, estrutura mantida | 40% – 60% | 3 a 4 semanas |
| Redesign completo | Estrutura, design, conteúdos e base técnica | 60% – 80% | 6 a 12 semanas |
Para converter estas percentagens em euros, parta do intervalo do seu tipo de projeto no guia sobre quanto custa fazer um site profissional em Portugal e aplique a proporção do nível que precisa.
Há um limite prático a reter: se uma proposta de redesign ultrapassar os 80% do valor de um site novo, deixou de ser um redesign. Nessa zona está a pagar preço de construção sem receber os benefícios de uma base nova, e vale a pena pedir as duas propostas lado a lado antes de decidir.
O custo que não está na proposta
Um site com alguns anos tem algo que um site novo não tem: páginas que já posicionam no Google e que já recebem visitas. Esse tráfego é um ativo, e é o que está em risco durante um redesign.
Quatro erros explicam quase todas as quedas de tráfego a seguir a um relançamento.
Os endereços das páginas mudam sem redirecionamentos. É de longe o mais comum. Quando /servicos/contabilidade passa a /o-que-fazemos/contabilidade e ninguém cria o redirecionamento 301, o Google encontra uma página inexistente onde estava um resultado posicionado. As visitas desaparecem e as ligações que outros sites lhe fizeram deixam de contar.
O conteúdo é cortado porque parecia datado. Páginas longas são frequentemente encurtadas por razões estéticas. Se o texto removido era o que respondia à pesquisa que trazia visitas, a página deixa de responder e cai. Texto a mais é um problema de design, não de SEO — resolve-se com a apresentação, não com a tesoura.
O site novo é mais lento no telemóvel do que o antigo. Acontece com frequência em redesenhos visualmente ambiciosos: mais tipos de letra, imagens maiores, animações. O site parece melhor num computador e é pior onde a maioria das visitas acontece.
A versão de testes fica indexada, ou a versão nova não fica. As duas falhas são inversas e igualmente caras. Um site de testes acessível ao Google cria conteúdo duplicado; um site novo que foi para o ar com o bloqueio de indexação ainda ativo desaparece por completo dos resultados. Esta última é a mais brutal, e é surpreendentemente comum.
O que preservar, e como
A regra é simples de enunciar: preserve os endereços das páginas sempre que puder, e redirecione um a um quando não puder. Redirecionar tudo para a página inicial é o equivalente a deitar fora o tráfego com um passo extra.
Antes de o projeto começar, faça três coisas. Exporte do Google Search Console os últimos doze meses de dados e identifique as páginas que trazem mais visitas — são intocáveis. Registe os títulos e cabeçalhos dessas páginas, porque são eles que estão a posicionar. E meça a velocidade atual em telemóvel, para ter um valor de comparação depois; um redesign que piore esse número não está terminado.
Durante o projeto, exija um mapa de redirecionamentos: uma lista com o endereço antigo e o novo para cada página que muda. É um documento simples e é a diferença entre uma migração controlada e uma aposta.
Nos primeiros dois meses depois do lançamento, confirme que o bloqueio de indexação foi removido, submeta o novo mapa do site e vigie os erros de página não encontrada. É nesta janela que os problemas aparecem e é nela que ainda são baratos de corrigir. O guia sobre o que fazer depois de se ter um site cobre o acompanhamento a partir daí.
Quando o redesign não é a resposta
Vale a pena a pergunta antes de gastar o dinheiro: o problema é mesmo o design?
Se o site recebe visitas mas não gera contactos, a causa está mais vezes nos textos, na clareza da oferta ou na dificuldade de contactar do que na aparência. Um site novo com os mesmos textos vagos converte tão mal como o antigo, e fica com menos tráfego durante uns meses.
Se o site quase não recebe visitas, o problema é de conteúdos e de posicionamento, e um redesign não o resolve — resolve-o trabalho de SEO sobre a estrutura que já tem.
E se o problema é especificamente o comportamento em telemóvel, o cálculo é outro: nesse caso a questão é adaptar ou refazer, e está tratada no guia sobre quanto custa fazer um site responsivo.
O redesign compensa quando a base técnica já não acompanha, quando a marca mudou, quando a estrutura confunde quem visita, ou quando o site não consegue crescer sem ser reconstruído.
Como trabalhamos um redesign na Fazum
Começamos sempre pelo diagnóstico, e é gratuito: vemos o que já funciona no site atual, o que está a trazer visitas e o que se perde se for mexido. Muitas vezes essa análise mostra que o trabalho necessário é menor do que se pensava, e dizemo-lo mesmo quando isso significa um projeto mais pequeno para nós.
O plano de redirecionamentos faz parte do projeto, não é um extra a somar no fim. Trabalhamos sobre uma versão de testes fechada ao Google e medimos a velocidade antes e depois, para que a comparação exista em números e não em impressões.
O âmbito é construído à volta do orçamento disponível, com faseamento quando faz sentido e condições de pagamento flexíveis. Peça-nos uma avaliação do site atual e respondemos em 24 horas, sem compromisso.
Perguntas frequentes
Um redesign faz perder posições no Google?
Não tem de fazer, mas faz com frequência quando a migração é tratada como um detalhe técnico do fim do projeto. Com os endereços preservados ou redirecionados um a um, os conteúdos mantidos e a velocidade controlada, um redesign bem executado tende a melhorar as posições em vez de as prejudicar.
Quanto tempo demora a recuperar o tráfego depois de um relançamento?
Mesmo numa migração correta, é normal haver alguma oscilação durante três a seis semanas enquanto o Google reprocessa as páginas. Se ao fim de dois meses o tráfego continuar abaixo do que era, não é uma flutuação — é um problema por diagnosticar, quase sempre nos redirecionamentos.
Um redesign implica mudar de CMS?
Não. Mudar de plataforma é uma decisão separada, com custo e risco próprios, e só se justifica quando a atual limita mesmo o que precisa de fazer. Muitos redesenhos com bom resultado mantêm a base existente e concentram o investimento no design, nos conteúdos e no desempenho.
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