Em Portugal, fazer um site profissional custa, em 2026, entre cerca de 500 € e 10.000 €. Para a maioria das pequenas e médias empresas, um site institucional com várias páginas, design próprio e textos escritos a pensar em conversão fica entre 1.200 € e 3.000 €.
O intervalo é largo porque "site profissional" descreve projetos que não têm quase nada em comum: uma página única para uma campanha e uma loja online com pagamentos e gestão de encomendas aparecem os dois nas pesquisas com o mesmo nome. Este guia mostra os valores de referência do mercado português, explica o que faz um orçamento subir ou descer, e ajuda a perceber onde é que o seu projeto se encaixa.
Resposta rápida: preços de referência em 2026
Um site profissional é um website construído à medida dos objetivos comerciais de um negócio, com design próprio, conteúdos escritos para o público-alvo e estrutura técnica preparada para SEO, segurança e utilização em telemóvel.
Os valores abaixo resultam de levantamentos publicados por várias agências portuguesas ao longo de 2026. São intervalos de mercado, não os preços da Fazum.
| Tipo de projeto | Intervalo comum |
|---|---|
| Landing page | 500 € – 2.000 € |
| Site institucional simples | 700 € – 2.500 € |
| Site profissional, várias páginas | 1.200 € – 5.000 € |
| Loja online | 700 € – 15.000 € |
| Plataforma à medida | a partir de 10.000 € |
Dois avisos antes de comparar estes números com um orçamento que tenha em mãos. Primeiro, quase todas as agências apresentam valores sem IVA, e a taxa em Portugal é de 23% — o que transforma uma proposta de 2.000 € num pagamento real de 2.460 €. Segundo, o preço de construção não é o custo do site: há despesas anuais que continuam depois do lançamento, e voltamos a elas mais à frente.
Se quiser trabalhar com um valor concreto em vez de um intervalo, o nosso guia sobre estimativa de preço de fazer um site explica como somar as partes do seu próprio projeto.
Porque é que o mesmo site custa 800 € a uma empresa e 8.000 € a outra
A maior parte dos guias de preços mostra a tabela e para por aí, o que deixa o leitor sem saber o que fazer com ela. O preço de um site é, na prática, o número de horas de trabalho multiplicado pelo valor/hora de quem o faz. Tudo o que faz o orçamento subir mexe num destes dois lados.
Cinco decisões explicam quase toda a diferença:
- O âmbito. Não é só o número de páginas. Cinco páginas com o mesmo modelo custam uma fração de cinco páginas com estruturas diferentes, porque cada layout novo é desenhado, construído e testado de raiz.
- Quem escreve os conteúdos. Esta é a alavanca mais subestimada. Se entregar os textos, as fotografias e a informação organizada, corta horas reais do projeto. Se a equipa tiver de fazer entrevistas, escrever a copy e tratar as imagens, o orçamento pode subir 30% ou mais — e vale a pena, porque conteúdos genéricos são a razão mais comum para um site bonito não gerar contactos.
- Design de raiz ou base existente. Um tema adaptado é rápido e defensável para muitos negócios. Um design desenhado do zero dá diferenciação e controlo total sobre o percurso do visitante, mas é a rubrica mais cara de qualquer proposta.
- Funcionalidades. Um formulário de contacto resolve-se em pouco tempo. Reservas, pagamentos, área de cliente ou integração com um CRM implicam configuração, testes e casos de erro que ninguém vê mas alguém tem de programar.
- Quem executa. Um freelancer em início de atividade, um estúdio especializado e uma agência com equipa multidisciplinar cobram valores diferentes pelo mesmo resultado visível.
Há ainda um fator que não aparece em nenhuma tabela: a qualidade técnica da base. Um site que carrega devagar ou que não funciona bem no telemóvel perde visitantes independentemente do que custou, e refazer essa base mais tarde é sempre mais caro do que construí-la bem à primeira. É por isso que a adaptação a telemóvel não deve ser tratada como uma opção a acrescentar ao orçamento, mas como parte do mínimo.
Freelancer, agência ou plataforma DIY
Como o valor/hora é metade da equação, escolher quem faz o site é escolher metade do preço.
Uma plataforma do tipo Wix ou Squarespace custa dezenas de euros por mês e não tem custo inicial de desenvolvimento. Funciona quando o objetivo é estar online e pouco mais. As limitações aparecem quando o negócio cresce: controlo reduzido sobre a estrutura técnica, dificuldade em competir no Google contra páginas otimizadas, e um site que é difícil de levar para outro lado no dia em que quiser mudar.
Um freelancer cobra tipicamente entre 500 € e 2.000 €. É a opção certa para projetos simples, mas concentra todo o risco numa pessoa: se ficar sem disponibilidade, o projeto para.
Uma agência com designers, programadores e especialistas de SEO cobra normalmente entre 1.500 € e 5.000 €, e acima disso em projetos institucionais. Uma análise de mercado publicada em 2026 estima que um freelancer ou estúdio especializado cobra entre 30% e 60% menos do que uma agência pelo mesmo resultado, e nota que a diferença não está na qualidade do código — está na estrutura de suporte e nas garantias que vêm atrás.
Essa é a decisão real: não está a comparar sites, está a comparar o que acontece nos dois anos seguintes ao lançamento. Vale a pena perceber primeiro o que faz um site de qualidade, porque sem esse critério qualquer proposta parece igual às outras.
Os custos que não aparecem no orçamento inicial
Um site tem um preço de construção e um custo de propriedade. Quase todas as propostas mostram o primeiro e quase nenhuma explica o segundo, o que é como o orçamento mais barato deixa de o ser ao fim de dois anos.
| Despesa | Valor anual típico |
|---|---|
| Domínio (.pt ou .com) | 10 € – 30 € |
| Alojamento | 60 € – 480 € |
| Certificado SSL | normalmente incluído |
| Manutenção | 240 € – 1.200 € |
A manutenção é a rubrica que mais gente corta e mais gente lamenta ter cortado. Cobre atualizações de segurança, cópias de segurança, monitorização e pequenas alterações. Um site sem manutenção não avaria de um dia para o outro — degrada-se: os componentes ficam desatualizados, abrem-se vulnerabilidades, e o desempenho cai a ponto de afetar as posições no Google.
Contas feitas, um site de 1.500 € com 400 € de custos anuais custa 2.700 € ao fim de três anos. Um site de 900 € mal construído, que precise de ser refeito ao fim de dois, custa mais do que isso — e é exatamente esse o cálculo por trás de quanto custa fazer um redesign de um site, que é quase sempre superior ao que teria custado fazer bem à primeira.
Vale também contar com o trabalho depois do lançamento. Um site publicado e esquecido não gera contactos sozinho, e as ações que realmente produzem resultados estão reunidas no guia sobre o que fazer depois de se ter um site.
Como pedir um orçamento que dá para comparar
Um pedido vago — "preciso de um site, quanto custa?" — devolve propostas que não são comparáveis entre si, porque cada fornecedor assume um projeto diferente. Para receber números úteis, defina antes: o objetivo principal do site, quantas páginas prevê, se precisa de loja online, reservas ou área de cliente, se já tem logótipo, textos e fotografias, e qual o prazo.
Não precisa de ter tudo fechado. Mas quanto mais contexto der, menos margem de segurança o fornecedor tem de acrescentar ao valor.
Depois, peça que a proposta discrimine estas rubricas em vez de apresentar um número único: planeamento e estrutura, design, desenvolvimento, conteúdos, SEO inicial, testes, formação e suporte após o lançamento. Confirme sempre duas coisas que ficam de fora da maioria das propostas: quem fica com o domínio, os acessos e os ficheiros — devem ser sempre do negócio — e o que acontece se precisar de uma alteração três meses depois.
Um orçamento muito abaixo dos outros não é necessariamente mau, mas há normalmente uma explicação concreta. Costuma ser uma destas: os conteúdos ficam por sua conta, não há SEO nenhum, o design é um tema aplicado sem adaptação, ou não existe suporte depois da entrega. Perguntar qual delas é evita a surpresa.
Como trabalhamos o orçamento na Fazum
Na Fazum não trabalhamos com um preço fixo aplicado a toda a gente, porque os projetos que recebemos não se parecem uns com os outros. Começamos por perceber o que o negócio precisa de conseguir com o site — mais pedidos de contacto, vender online, deixar de perder tempo ao telefone — e construímos o âmbito à volta do orçamento disponível, em vez de apresentar um pacote e esperar que caiba.
Na prática, isso significa três coisas. Dizemos claramente o que fica de fora e porquê, para que possa decidir. Quando o orçamento não chega para tudo, faseamos: lançamos primeiro as páginas que geram contactos e acrescentamos o resto depois, com o site já a trabalhar. E somos flexíveis nas condições de pagamento, porque um investimento repartido é muitas vezes a diferença entre fazer o site bem e adiá-lo mais um ano.
O orçamento é gratuito, sem compromisso, e respondemos em 24 horas. Se quiser perceber onde é que o seu projeto se encaixa nos intervalos deste artigo, peça-nos uma proposta e dizemos-lhe com franqueza o que é possível fazer com o que tem.
Perguntas frequentes
Quanto custa uma loja online em Portugal?
Uma loja online custa normalmente entre 700 € e 15.000 €. Fica acima de um site institucional porque exige gestão de produtos, carrinho, métodos de pagamento, regras de envio, emails automáticos e as políticas legais obrigatórias. O número de produtos e as integrações com sistemas de faturação ou stock são o que mais faz variar o valor.
Os preços de criação de sites incluem IVA?
Na maioria dos casos não. As agências e freelancers em Portugal apresentam quase sempre valores sem IVA, e a taxa aplicável é de 23%. Confirme sempre antes de comparar duas propostas, porque uma pode ter o imposto incluído e a outra não.
O domínio e o alojamento estão incluídos no preço do site?
Depende do fornecedor. Alguns incluem o primeiro ano de domínio e alojamento no valor de criação, outros faturam à parte. Peça que fique escrito na proposta, e confirme em nome de quem é que o domínio vai ser registado — deve ser sempre em nome do seu negócio.
Um site mais caro fica melhor posicionado no Google?
Não. O preço não é um fator de posicionamento. O que conta é a estrutura técnica, a velocidade de carregamento, a qualidade dos conteúdos e a forma como respondem à intenção de quem pesquisa. Um site caro mas mal planeado pode ter um desempenho fraco, e um site simples e bem otimizado pode superá-lo sem dificuldade.
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