Estimativa de preço de fazer um site

Faça a estimativa de preço de fazer um site em 5 perguntas. Método prático, exemplo real e como comparar propostas sem se enganar no âmbito.

20 de julho de 2026 8 min de leituraPor Equipa Fazum
Como calcular a estimativa de preço de fazer um site

Estimativa de preço de fazer um site: como calcular o seu projeto

Para estimar o preço do seu site antes de pedir propostas, parta do intervalo de mercado do tipo de projeto que precisa e depois responda a cinco perguntas que determinam se fica na base, no meio ou no topo desse intervalo. Um site institucional para uma pequena empresa em Portugal situa-se entre 1.200 € e 5.000 €, e são estas cinco respostas que decidem onde.

Este artigo não é mais uma tabela de preços — essa está no nosso guia sobre quanto custa fazer um site profissional em Portugal. É o método para chegar a um número que consegue defender numa reunião, e para perceber, quando receber três propostas com valores muito diferentes, qual delas está a olhar para o mesmo projeto que você.

Passo 1: encontrar o seu intervalo de partida

Uma estimativa de preço é um valor aproximado calculado antes de existir uma proposta formal, a partir do âmbito conhecido do projeto. Serve para validar se o projeto cabe no orçamento disponível, não para substituir um orçamento detalhado.

Comece pelo tipo de projeto. Estes são os intervalos praticados em Portugal em 2026, sem IVA:

Tipo de projetoIntervalo de partida
Landing page500 € – 2.000 €
Site institucional simples700 € – 2.500 €
Site profissional, várias páginas1.200 € – 5.000 €
Loja online700 € – 15.000 €
Plataforma à medidaa partir de 10.000 €

Escolha uma linha. Se hesitar entre duas, escolha a de cima — subestimar o âmbito é o erro mais comum nesta fase, e o mais caro, porque leva a comparar propostas que não estão a responder ao mesmo pedido.

Passo 2: as cinco perguntas que posicionam o projeto

As cinco perguntas que determinam a posição do projeto dentro do intervalo de preço

Um intervalo de 1.200 € a 5.000 € não ajuda a decidir nada. Estas cinco perguntas fecham-no. Conte quantas vezes responde "sim".

1. O site precisa de mais de três estruturas de página diferentes?

Conte estruturas, não páginas. Dez páginas de serviço com o mesmo layout são um desenho; três páginas com desenhos distintos são três. É esta a métrica que determina horas de design e de desenvolvimento, e é por isso que "quantas páginas tem o site?" é a pergunta errada.

2. A criação dos textos e das fotografias fica do lado de quem faz o site?

A alavanca mais subestimada de todas. Se entregar os conteúdos prontos e organizados, corta horas reais. Se for preciso fazer entrevistas, escrever a copy e tratar imagens, conte com um acréscimo na ordem dos 30%. Vale quase sempre a pena, porque textos genéricos são a razão mais frequente para um site bem construído não gerar contactos.

3. O design tem de ser desenhado de raiz?

Um tema profissional bem adaptado à marca resolve muitos projetos e mantém-no na metade inferior do intervalo. Um design criado do zero dá diferenciação e controlo total sobre o percurso do visitante, e é a rubrica mais cara de qualquer proposta. Se ainda não decidiu, o guia sobre o que faz um site de qualidade ajuda a perceber onde é que a diferença se nota.

4. Precisa de alguma funcionalidade além de formulários de contacto?

Pagamentos, marcações, área de cliente, integração com um CRM ou faturação, multilingue. Cada uma implica configuração, testes e tratamento de casos de erro que o cliente nunca vê mas alguém tem de programar. Responda "sim" se precisar de pelo menos uma.

5. O prazo é inferior a seis semanas, ou o fornecedor está em Lisboa ou no Porto?

Prazos curtos obrigam a reorganizar a agenda de quem trabalha no projeto e refletem-se no valor. Quanto à localização, os preços em Lisboa e no Porto tendem a situar-se 10% a 20% acima da média nacional, segundo dados de mercado de 2026 — o custo operacional das equipas nessas cidades entra no orçamento.

A leitura das respostas:

  • 0 ou 1 "sim" — base do intervalo. Um projeto bem definido, com conteúdos prontos e sem funcionalidades especiais.
  • 2 ou 3 "sim" — meio do intervalo. É aqui que aterra a maioria das pequenas e médias empresas.
  • 4 ou 5 "sim" — topo do intervalo, ou acima dele. Nesta zona, uma proposta muito abaixo do esperado é um sinal de alerta, não uma oportunidade.

Exemplo: uma clínica de fisioterapia no Porto

Vale a pena ver o método aplicado a um caso concreto.

A clínica quer um site com apresentação, quatro páginas de serviço, equipa, preços, contactos com mapa e um formulário de marcação. Tem fotografias profissionais do espaço, mas ninguém internamente disponível para escrever os textos. Aceita um tema adaptado às cores da marca. Quer que os pacientes possam marcar consulta online.

Intervalo de partida: site profissional, várias páginas — 1.200 € a 5.000 €.

As cinco respostas: três estruturas de página, portanto não. Textos a cargo do fornecedor, sim. Design de raiz, não. Sistema de marcações, sim. Fornecedor no Porto, sim.

Três "sim" — meio do intervalo. A estimativa realista fica entre 2.400 € e 3.200 €, mais IVA a 23%, o que significa um pagamento entre 2.950 € e 3.940 €. A esse valor somam-se os custos anuais de domínio, alojamento e manutenção.

Com este número na mão, a clínica consegue fazer duas coisas que não conseguia antes: perceber se o projeto cabe no orçamento disponível, e olhar para uma proposta de 900 € sabendo exatamente que pergunta fazer — o que é que ficou de fora?

Ajustes que a maioria das estimativas esquece

O IVA é o primeiro. As agências e freelancers em Portugal apresentam quase sempre valores sem imposto, e 23% sobre uma proposta de 3.000 € são 690 € que ninguém contava.

O segundo é a plataforma, se o projeto for uma loja online. A escolha entre Shopify e WooCommerce muda o intervalo antes de qualquer outra decisão: a configuração profissional de uma loja Shopify situa-se entre 3.000 € e 8.000 €, mais a mensalidade da plataforma, enquanto o WooCommerce parte de um valor semelhante mas pode chegar aos 12.000 € por ser mais flexível e exigir mais manutenção técnica.

O terceiro são os custos recorrentes. Domínio, alojamento e manutenção somam algumas centenas de euros por ano, e uma estimativa que os ignore está a comparar o preço de compra de um carro sem contar com combustível e seguro.

E o quarto, que só aparece dois anos depois: se estiver a estimar o custo de refazer um site existente, o exercício é diferente — há migração de conteúdos, redirecionamentos e posições no Google a preservar. Está tratado no guia sobre quanto custa fazer um redesign de um site.

Como validar a estimativa contra propostas reais

Uma estimativa serve para ler propostas, e é aí que ganha valor. Quando receber três orçamentos, não os ordene por preço. Compare-os contra o seu número.

Uma proposta que fique muito abaixo da sua estimativa não é necessariamente má, mas está a assumir um âmbito mais pequeno. Descubra qual: normalmente são os conteúdos que ficam do lado do cliente, ou o SEO que não existe, ou o design que é um tema aplicado sem adaptação, ou a ausência de suporte depois da entrega. Uma proposta muito acima também tem uma explicação, e às vezes é boa — estratégia, testes, formação, garantia.

Peça sempre que a proposta discrimine as rubricas em vez de apresentar um valor único, e confirme por escrito quem fica proprietário do domínio, dos acessos e dos ficheiros. Devem ser sempre do negócio.

Como trabalhamos a estimativa na Fazum

Na Fazum fazemos este exercício consigo antes de haver proposta. Percebemos primeiro o que o site tem de conseguir — mais pedidos de contacto, vender online, deixar de perder tempo ao telefone — e só depois falamos de âmbito, porque é o objetivo que decide o que vale a pena construir.

Quando o orçamento disponível não chega para tudo o que seria ideal, dizemo-lo com franqueza e faseamos: lançamos primeiro as páginas que geram contactos e acrescentamos o resto com o site já a trabalhar. E somos flexíveis nas condições de pagamento, porque repartir o investimento é muitas vezes a diferença entre fazer o site bem feito e adiá-lo mais um ano.

Se quiser confrontar a sua estimativa com a nossa leitura do projeto, peça-nos uma proposta. É gratuita, sem compromisso, e respondemos em 24 horas.

Perguntas frequentes

Qual é a margem de erro de uma estimativa feita assim?

Conte com cerca de 20% para cima ou para baixo. Uma estimativa serve para validar se o projeto cabe no orçamento e para ler propostas com sentido crítico, não para substituir um orçamento detalhado — esse só é possível depois de alguém analisar o âmbito real do seu caso.

Devo dizer ao fornecedor qual é o meu orçamento?

Sim. É uma ideia difundida que revelar o orçamento faz subir o preço, mas o efeito prático é o oposto: sem esse dado, o fornecedor propõe o projeto que imagina, e recebe propostas que não pode aceitar. Com o valor à partida, a conversa passa a ser sobre o que é possível fazer com ele.

Porque é que recebo propostas com valores tão diferentes para o mesmo pedido?

Quase sempre porque o pedido não era o mesmo para cada um. Sem indicação de âmbito, cada fornecedor assume um projeto diferente — um imagina cinco páginas com um tema adaptado, outro imagina design de raiz com conteúdos incluídos. A diferença de preço reflete a diferença de interpretação, não a qualidade do trabalho.

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