O seu negócio precisa de um website se acontecer pelo menos uma destas três coisas: as pessoas procuram o que vende no Google antes de decidir, os clientes precisam de informação que não cabe numa publicação, ou o negócio depende de ser encontrado por quem ainda não o conhece.
Se nenhuma se aplicar, pode esperar. É uma resposta legítima, e a maioria dos artigos sobre este tema não a dá porque foram escritos por quem vende sites.
Quando pode mesmo esperar
Vale a pena começar por aqui, porque poupa dinheiro a quem não precisa de o gastar já.
Um profissional com a agenda cheia por recomendação, que não quer crescer, não ganha grande coisa com um site esta semana. Quem está a testar uma ideia há dois meses e ainda não sabe o que vai vender também não — nesse caso um perfil bem feito nas redes sociais e um número de telefone chegam para validar. E um negócio puramente presencial, sem pesquisa associada, pode viver bastante tempo só com o perfil de empresa no Google.
Nestes casos, o passo seguinte não é um site. É o perfil de empresa no Google, que é gratuito, e está explicado no guia sobre SEO para pequenos negócios.
O argumento que conta: terreno alugado
Dito isto, a razão pela qual quase todos os negócios acabam por precisar de um site não é a credibilidade nem a estética. É a propriedade.
Numa rede social, está a construir em terreno que pertence a outra pessoa. As regras mudam sem aviso, o alcance sem pagar tem vindo a descer ano após ano, e uma conta pode ser suspensa por engano de um sistema automático, sem ninguém a quem telefonar.
Mas o ponto decisivo é outro, e é frequentemente ignorado: não consegue levar os seguidores consigo. Se amanhã quiser sair de uma plataforma, ou se ela deixar de ter o público que tinha, os dez mil seguidores ficam lá. Uma lista de contactos de email, essa, é sua e acompanha-o para onde for.
O segundo ponto é a pesquisa. Publicações em redes sociais praticamente não aparecem nos resultados do Google. Quem procura "canalizador em Braga" ou "contabilista para pequenas empresas" não encontra o seu Instagram — encontra os concorrentes que têm uma página sobre isso.
O que um site faz que uma rede social não faz
| Website | Rede social | |
|---|---|---|
| Propriedade | Sua | Da plataforma |
| Aparece no Google | Sim | Praticamente não |
| Contactos | Ficam consigo | Ficam na plataforma |
| Formato | Você decide | Definido pela plataforma |
| Custo de alcance | Único, na construção | Cada vez mais pago |
Não é uma escolha entre os dois. As redes sociais são boas a captar atenção de quem ainda não o procurava; o site é bom a converter quem já está a procurar. Funcionam em conjunto, e o erro habitual é usar só o primeiro e estranhar que quem procura ativamente nunca apareça.
O que acontece quando não existe site
Há um momento concreto onde a ausência custa dinheiro, e é sempre o mesmo: alguém ouve falar do seu negócio, procura o nome no Google para confirmar que é real, e não encontra nada.
Não conclui que a empresa não existe. Conclui que não consegue avaliar, e no meio de uma decisão isso é suficiente para escolher a alternativa que conseguiu avaliar. É uma perda invisível — nunca chega a haver um contacto que se possa contar.
Um perfil de empresa no Google atenua bastante este problema e é o mínimo indispensável. Um site resolve-o.
Quanto custa começar
Um site institucional simples em Portugal situa-se entre 700 € e 2.500 €, e um site profissional com várias páginas entre 1.200 € e 5.000 €. Os intervalos completos, por tipo de projeto, estão no guia sobre quanto custa fazer um site profissional em Portugal.
Não precisa de começar pelo topo. Três páginas bem feitas — o que faz, para quem, como o contactar — resolvem a maior parte do problema e podem crescer depois. O que importa é que essas três páginas passem nos critérios básicos de o que faz um site de qualidade, porque um site que existe mas é lento e confuso pode ser pior do que não ter nenhum.
Como trabalhamos na Fazum
Se não tiver a certeza de que precisa de um site agora, diga-nos em que ponto está o negócio e damos-lhe a nossa leitura honesta — incluindo quando essa leitura é que ainda não vale a pena e que há coisas gratuitas a fazer primeiro.
Quando faz sentido avançar, começamos pequeno se o orçamento for pequeno: as páginas que geram contactos primeiro, o resto depois, com o site já a trabalhar. As condições de pagamento são flexíveis, porque repartir o investimento é muitas vezes o que permite fazer as coisas bem em vez de as adiar mais um ano.
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Perguntas frequentes
Tenho Instagram com muitos seguidores. Preciso mesmo de um site?
Os seguidores são um bem real, mas emprestado: não os pode levar consigo nem contactar fora da plataforma, e não aparecem em pesquisas no Google. Um site não substitui o Instagram — dá-lhe um sítio seu para onde encaminhar essa audiência e um sítio onde ser encontrado por quem nunca ouviu falar de si.
Um perfil de empresa no Google não chega?
Para alguns negócios locais, chega durante bastante tempo, e é o primeiro passo certo por ser gratuito. As limitações aparecem quando precisa de explicar serviços com algum detalhe, mostrar trabalho feito ou captar contactos de forma organizada — é aí que o perfil deixa de ser suficiente.
E se fizer o site sozinho numa plataforma gratuita?
É uma forma legítima de começar, sobretudo para validar uma ideia. Conte com três limitações: o endereço costuma incluir o nome da plataforma, o que afeta a perceção de seriedade; a margem para competir no Google é menor; e mudar de plataforma mais tarde dá trabalho. Para testar, serve. Para um negócio estabelecido, raramente compensa a longo prazo.
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